PESCADORES DA CAPARICA»» Nuno Ferreira e a derrota com o Amora “B” - JORNAL DE DESPORTO

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quinta-feira, 27 de março de 2025

PESCADORES DA CAPARICA»» Nuno Ferreira e a derrota com o Amora “B”

Foi um jogo com muitas incidências ...

 

“A EQUIPA DESCONCENTROU-SE COM O EPISÓDIO QUE ORIGINOU A EXPULSÃO”  

 

 


Pescadores, que terminaram o jogo com 9 jogadores, foram para o intervalo a perder por 2-0, depois empataram mas sofreram o golo da derrota na compensação.

 


 


O Grupo Desportivo dos Pescadores da Costa de Caparica tem andado a “morder os calcanhares” ao Alcochetense e CO Montijo mas no passado domingo atrasou-se com a derrota sofrida no Parque do Serrado com o Amora “B”, num jogo com muitas incidências.

 

Para falar sobre o que na realidade aconteceu nesta partida e outros pormenores relativos ao percurso da equipa esta época convidámos o responsável técnico, Nuno Ferreira.


 

Concretamente o que se passou?

Sabíamos que iríamos defrontar uma equipa repleta de excelentes individualidades e muito bem orientada por um treinador que muito respeito. As dificuldades eram garantidas e considero que nos preparámos da forma adequada, mesmo com as adversidades da semana, devido ao vento e chuva que se fizeram sentir em todos os dias de trabalho. Considero ainda que, tudo aquilo que podíamos controlar controlámos e bem, principalmente até ao minuto 22. Em relação à expulsão, abstenho-me de comentários. As imagens são públicas, têm corrido pelas redes sociais e estou em crer que não existirá uma única pessoa que não partilhe a mesma opinião que eu. A verdade é que, com menos um jogador, notámos alguma dificuldade para disputar os restantes minutos da primeira parte, acusando alguma pressão e precipitação, mas acima de tudo alguma desconcentração, fruto do episódio que originou a expulsão. No decorrer do intervalo procurámos reorganizar a equipa e mesmo em desvantagem numérica e no marcador, os jogadores deram uma resposta incrível chegando à igualdade perto dos 60 minutos de jogo. À passagem dos 75 minutos nova expulsão para a nossa equipa, ficámos a jogar com nove jogadores, as dificuldades aumentaram mas continuámos à procura da vitória até ao fim. Chegados ao tempo de descontos (6 minutos) ambas as equipas lutavam claramente pela vitória até que à passagem dos 8 minutos de compensação, sofremos o golo da derrota. Foi um jogo com características particulares e extremamente interessantes para análise de todos os interessados.


 


Sente que a sua equipa foi prejudicada?

No decorrer da semana fomos muito prejudicados. O vento e chuva que se fez sentir na Costa da Caparica foi muito limitativo para treinarmos nas melhores condições. Mas estou em crer que todas as equipas lidaram com as mesmas adversidades que nós. Não contávamos com as dificuldades com que nos deparámos no domingo, mas a verdade é que fomos uma equipa incrível como temos sido e isso ficou latente na resposta que demos e na reação que tivemos.


 


O campeonato aproxima se do fim. Para os Pescadores tem corrido da forma desejada? 

Sem dúvida que sim. Ano após ano temos sido motivo de orgulho para os que nos acompanham e para as pessoas da Costa e este ano não está a ser diferente, nem será garantidamente diferente no final da época. Somos um clube que tem as suas dificuldades e que assenta na boa vontade e paixão dos muitos que o rodeiam para ir superando os transtornos do passado, e isso tem que ser motivo de orgulho para todos. Já o disse no passado e voltarei a dizer tantas vezes quanto forem necessárias, a seu tempo os Pescadores voltarão a ser o clube que já foram, não tenho dúvidas disso.


 


A equipa é muito produtiva mas também muito permissiva, há alguma razão especial para que isso aconteça?

Temos sido efetivamente bastante competentes no momento da finalização e isso reflete-se no facto de sermos neste momento o melhor ataque do campeonato, facto que nos orgulha pela capacidade ofensiva que temos apresentado. Mas, efetivamente, não deixa de ser verdade que defensivamente não temos sido tão competentes como pretendíamos. Assumo que nos últimos dois meses deixámos de treinar grandes penalidades. Sabemos que pode ser um momento chave nos jogos, mas mesmo com este peso ofensivo que temos apresentado, não tem havido oportunidades para fazer golo nesses momentos. Não considero que haja um factor chave para esta menor capacidade defensiva, mas é algo que tem merecido a nossa melhor e maior atenção para conseguirmos corrigir alguns erros.


 

Alcochetense, CO Montijo e Pescadores têm andado sempre na frente. Nos vossos horizontes alguma vez esteve a hipótese de chegar ao fim em primeiro lugar?

Naturalmente que sim. Não fugimos às nossas responsabilidades e acima de tudo não desvalorizamos o nosso trabalho, que tem sido muito difícil. Trabalhar com as limitações que temos e conseguirmos ano após ano sermos tão competitivos faz-nos sempre querer olhar para cima. Em momento algum é nosso objetivo ser Campeão Distrital, no entanto não seria verdade se dissesse que nunca olhámos para o topo da tabela com o desejo de andarmos lá. Mas reforço, não trabalhamos diariamente para isso. Trabalhamos sim para sermos melhor do que fomos no ano anterior, como temos vindo a fazer em todas as épocas ao longo das últimas oito.

 

Há algo mais que queira acrescentar?

Gostaria apenas de reforçar o orgulho que tenho neste grupo de trabalho, assim como o orgulho que sinto que aqueles que os acompanham todas as semanas têm neles. É muito importante sentirmos a força que temos vindo a sentir semana após semana. A massa associativa que esteve presente no Serrado no passado domingo deixa-nos vaidosos. A forma como saímos de campo debaixo de aplausos por parte dos nossos adeptos, deixa-nos a certeza de que estamos a fazer as coisas bem feitas.

 

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