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“PASSAR POR UM CLUBE COM A GRANDEZA DO DESPORTIVO FABRIL É SEMPRE POSITIVO”
Técnico reconhece que o caminho não estava fácil mas porque faltavam ainda muitos jogos acreditava e continua a acreditar que a manutenção é possível
O treinador de 48 anos saiu pela primeira vez de Portugal em 2018 para Angola com destino ao Recreativo do Libolo onde disputou o Girabola e em 2024 rumou até Moçambique para ingressar no Ferroviário de Maputo. No seu regresso a Portugal foi convidado para comandar o Desportivo Fabril no Campeonato de Portugal, de onde saiu agora para a China para abraçar um projeto altamente motivador, muito semelhante àquele que teve quando passou pelo Cova da Piedade, clube que subiu desde a primeira divisão distrital até à segunda liga.
Em entrevista ao nosso jornal, Sérgio Bóris conta como se processou a mudança, falou da sua passagem pelo Desportivo Fabril, da sua ambição como treinador e até escolheu juntamente com o seu adjunto o melhor 11 que treinou durante o seu percurso.
Foi tudo muito rápido
Deixou recentemente o Desportivo Fabril para abraçar um novo projecto. Quer falar um pouco sobre isso?
Foi tudo muito rápido. Houve uma abordagem das pessoas muito pelo facto de termos subido o Cova da Piedade da 1.ª divisão distrital à 2.ª Liga. Este projecto ter contornos semelhantes, no que diz respeito a chegar neste caso à 1.ª liga. Apresentaram-nos o projecto, deram-nos liberdade total para gerir todas as situações à volta do mesmo e depois foi chegar a acordo. Em 3 semanas estava na China.
Ainda está há pouco tempo na China, como têm sido os primeiros dias de trabalho. Está a ser fácil a adaptação?
Em poucos dias já deu para perceber que na China a cultura em muitas coisas é completamente diferente de Portugal. As condições de trabalho são boas e dentro do que nos mostraram. A adaptação é um processo evolutivo, e passo a passo, chegaremos onde queremos.
Esta é a terceira vez que trabalha no estrangeiro. Isso quer dizer que o treinador português está na “moda”?
Eu acho que o treinador português, mais que estar na moda, mostra qualidade por onde passa. Nem sempre ganha mas quase sempre deixa os clubes por onde passa melhor preparados quando sai do que os encontrou quando chegou. Sinceramente, acho que a diferença reside aí.
Chegarei onde tiver que chegar sem atropelar ninguém
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Não tenho nenhum objetivo traçado, vivo muito o dia a dia e dou sempre o melhor de mim nos projetos em que estou envolvido. Se me dissessem há um mês que estaria aqui hoje diria que era mentira, mas a verdade é que estou, portanto chegarei onde tiver que chegar sem atropelar ninguém e sempre muito fiel aquilo que são os meus princípios e valores.
Considera positiva a sua passagem pelo Desportivo Fabril?
Passar por um clube com a grandeza do Fabril é sempre positivo. Só tenho que agradecer ao atual presidente Pedro Lima e ao anterior presidente Faustino Mestre a possibilidade que me deram de treinar o Fabril. Se nas primeiras duas passagens os objetivos foram atingidos, nesta o caminho não estava fácil ainda faltavam muitos pontos para jogar, e é com muita sinceridade que digo que acreditava e acredito que a manutenção é possível de ser atingida.
Tendo em conta os jogadores que treinaram qual o melhor 11 do Boris e o seu adjunto Fredy?
Sérgio Bóris, no sistema 4x4x2: Pedro Alves (C. Piedade); Airosa (Libolo), Huga (F. Maputo), Jeitoso (F. Maputo), Carlos Alves (C. Piedade); Soares (C. Piedade), Shaquill (F. Maputo), Carvalhas (C. Piedade), Machado (Loures); Dieguinho (C. Piedade) e Magrão (Libolo).
Fredy, no sistema 4x3x3: Pedro Alves (C. Piedade); Luís Dias (C. Piedade), Huga (F. Maputo), Jeitoso (F. Maputo), Carlos Alves (C. Piedade); Shaquill (F. Maputo), Carvalhas (C. Piedade), Machado (Loures); Dieguinho (C. Piedade), Jaredi (Libolo) e Magrão (Libolo).
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