Amora marca passo na Charneca…
TODOS OS GOLOS FORAM MARCADOS EM
LANCES DE BOLA PARADA

O
jogo não correu de feição aos amorenses que andaram sempre a correr atrás do prejuízo
devido ao bom desempenho dos charnequenses que se adiantaram no marcador logo
aos três minutos de jogo por intermédio de Chaves, na sequência de um livre
lateral.
O
Amora sentia alguma dificuldade em pegar no jogo mas mesmo assim conseguiu
chegar ao empate por França na cobrança de uma grande penalidade cometida de
forma infantil pelo guarda-redes, Jenny. Mas passado algum tempo a equipa da
casa estava e novo na frente do marcador porque Edson, também na conversão de
um castigo máximo, conseguiu desfeitear de novo o guarda-redes do Amora,
Gustavo. E foi com o resultado de 2-1 favorável ao Charneca de Caparica que se
atingiu o intervalo.
Como
o resultado não lhe interessava o Amora surgiu na segunda parte com dois
jogadores de características puramente ofensivas na tentativa de minimizar a
situação mas as coisas não estavam a resultar devido essencialmente à boa
organização defensiva do Charneca de Caparica que sempre que de quando em vez
também tentava a sua sorte através de transições rápidas para o ataque.
O
maior assédio do Amora à baliza adversária acabou por resultar no golo do
empate obtido por Balela na cobrança de um livre, Apesar da tentativa das duas
equipa na procura da vitória nenhuma conseguiu marcar terminando assim o jogo
com a repartição de pontos que terá agradado muito mais ao Charneca de Caparica
que ao Amora, por razoes óbvias.
Na
próxima jornada o Charneca de Caparica desloca-se a Almada para mais um dérbi
concelhio e o Amora recebe o Fabril naquele que será o jogo mais importante da
jornada.
A OPINIÃO DOS TREINADORES
ÉLIO SANTOS,
treinador do Charneca de Caparica:
“Ficámos com um
amargo de boca porque sentimos que poderíamos ter ganho”

DAVID MARTINS, treinador do Amora:
“Fomos premiados com um ponto que acaba por ser um mal menor”
“Não foi um bom jogo. Estava muito difícil de jogar,
a bola andou muito tempo pelo ar e foi um jogo muito físico, muito agressivo e
tecnicamente não foi muito disputado. Nós entrámos mal no jogo, tínhamos alertado
para as bolas paradas por se tratar de um campo pequeno mas foi exactamente
dessa forma que sofremos o primeiro golo logo aos dois minutos, num livre
lateral. Depois reagimos bem e pressionámos mas não tivemos muita capacidade de
ter bola porque o adversário se mostrava bem organizado. Conseguimos empatar de
penalti mas depois sofremos novo golo numa situação em que fomos demasiado passivos
na abordagem ao lance porque demorámos muito tempo a afastar abola da nossa
zona defensiva. Chegámos ao intervalo a perder porque havíamos estado amorfos,
complicativos e as coisas não tinham corrido bem. Na segunda parte mexemos na
equipa, começámos a ter mais bola, passámos a ser mais objectivos, mais
agressivos e passámos mais tempo no meio campo do adversário. Em termos de
oportunidades, não houve muitas porque foi um jogo muito jogado a meio campo. O
resultado acaba por se aceitar por aquilo que as equipas fizeram e principalmente
pela postura do Charneca que apresentou uma boa organização defensiva e muita
capacidade de luta e porque nós reagimos sempre às adversidades. Estivemos
sempre em desvantagem e acabámos por ser premiados com um ponto que acaba por
ser um mal menor, tendo em conta o que se passou”.